Autismo

No Transtorno do Espectro Autista, o principal comprometimento está nas áreas de habilidade social, linguagem e comportamentos repetitivos (ou estereotipados). As crianças são, em sua grande maioria, incapazes de reconhecer o pensamento dos outros, de modo que não conseguem prever o que estariam pensando. Em crianças mais novas, é comprometido o “brincar de faz de conta”, ou seja, a criança não tem a capacidade de abstração (não consegue, por exemplo, brincar de carrinho ou de boneca: não consegue fantasiar, com estes objetos, que esteja guiando um carro ou cuidando de uma criança).

Inicialmente visto como um transtorno decorrente do distanciamento emocional dos pais, hoje, sabe-se que o autismo tem base orgânica, genética, com múltiplos fatores que podem causá-lo. Trata-se de um transtorno “espectral”, ou seja, heterogêneo, que inclui diferentes sintomas e variedades de manifestações clínicas, com seus níveis de comprometimento intelectual também variados. Os indivíduos com transtorno de Asperger, por exemplo, diferem daqueles com autismo típico por não apresentarem atrasos significativos da linguagem, não terem retardo mental e apresentarem habilidades específicas (como cálculos, conhecimento em astronomia, etc.).

O diagnóstico do autismo é clínico, dependente da avaliação do Psiquiatra da Infância e da Adolescência. Exames laboratoriais ou de imagem não têm poder diagnóstico, uma vez que não se tem conhecimento, ainda, de o que causa o autismo.

Não há cura conhecida, todavia avanços são encontrados quando há um investimento o mais precoce possível na criança. O uso de medicamentos não é obrigatório, porém pode ser necessário com o objetivo de capacitar a criança a participar dos ambientes familiar e escolar. A abordagem terapêutica prevê técnicas para mudanças de comportamento, programas educacionais, terapia ocupacional e de linguagem (fonoaudiológica).

Tags: Criança e Adolescente

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