Esquizofrenia

A Esquizofrenia inclui um conjunto de transtornos nos quais o paciente vivencia uma percepção alterada da realidade, com prejuízos no pensamento, no comportamento, no afeto e na motivação. É uma doença séria, com grande impacto na vida daquele que dela sofre e seus familiares, uma vez que interfere na produtividade e realização do paciente.

Um delírio é uma crença falsa profundamente arraigada e não compatível com a inteligência, herança cultural e aceitação social. São diversos os tipos de delírio: grandeza (concepção exagerada sobre o poder e a importância de si, como achar que é Cristo ou o Presidente da República); perseguição (crença de que alguém ou alguma coisa persegue o indivíduo ou aqueles que o cercam); infidelidade (crença falsa, associada com ciúme patológico, envolvendo a concepção de que o companheiro está sendo infiel), irradiação do pensamento, inserção do pensamento, somático, dentre outros.

Uma alucinação é uma percepção falsa que não corresponde aos estímulos presentes no ambiente, sendo comum, na esquizofrenia, a presença de alucinações áudio-verbais. É comum, também, existirem sintomas negativos, que são caracterizados como um funcionamento abaixo do normal: limitação de expressão das emoções, falta de iniciativa, falta de interesse nos relacionamentos sociais, com retraimento social.

Faz parte do diagnóstico da esquizofrenia a presença de delírios, alucinações, fala desorganizada, sintomas negativos, com diminuição do autocuidado e do funcionamento. Estes sintomas devem ser contínuos (não podem ser breves, devendo persistir por pelo menos seis meses). Em casos agudos, a noção de doença não existe (o paciente realmente tem plena certeza que as vozes que está ouvindo e os seus delírios são reais).

Hoje em dia, é possível levar uma vida sem internações ou novas crises, pois existem artifícios na Psiquiatria que permitem o tratamento, normalmente, por tempo indeterminado. São utilizados medicamentos antipsicóticos, responsáveis por diminuir ou acabar com as alucinações e os delírios. Em conjunto com os antipsicóticos, é importante que seja feito, também, psicoterapia e trabalhos com terapia ocupacional. O não tratamento da esquizofrenia permite que se torne uma doença crônica, com repercussões bastante desfavoráveis no funcionamento do paciente.

Tags: Adulto, Criança e Adolescente

Back to Top