Insônia

A necessidade de sono varia de pessoa para pessoa e também por faixa etária. Algumas pessoas sentem-se descansadas com apenas cinco horas de sono por noite; outras necessitam de 8 a 12 horas de sono. Uma das maiores causas de procura ao consultório do Psiquiatra é a insônia. Para caracterizar insônia não importa apenas a redução da quantidade (horas dormidas), mas também da qualidade (a sensação de um sono reparador).

No Brasil, quase metade da população apresenta queixas de insônia. Normalmente, a insônia está associada a um quadro psiquiátrico, como depressão, ansiedade, transtorno bipolar e esquizofrenia. Ou seja, apesar de ser um motivo de marcação de consulta, é consequência de algo que não está legal. Nestas situações, torna-se necessário o tratamento da causa base (uma depressão, por exemplo) e também o tratamento da insônia, uma vez que esta pode piorar o prognóstico (o desfecho) de um transtorno psiquiátrico. Outras causas de insônia são: dor, refluxo, obesidade e problemas respiratórios (como a apneia do sono).

Existem diversas orientações que os profissionais de saúde podem fornecer aos indivíduos com insônia. Para uma “higiene do sono” adequada, sugere-se evitar: televisão no quarto; uso de bebida alcóolica, café e refrigerantes à noite; alimentação copiosa no período da noite; smartphone na cabeceira. Outros fatores podem facilitar o sono: atividades relaxantes no período noturno, como banho e chá quente; quarto escuro, com temperatura adequada e silencioso; atividade física regular.

Alguns medicamentos podem ser prescritos para casos em que, mesmo com uma higiene do sono relativamente adequada, perpetuam-se as queixas de insônia. São os indutores do sono e os ansiolíticos: medicamentos que devem ter um uso criterioso e assistido pelo Psiquiatra, já que possuem potencial de dependência quando mal utilizados.

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