Suicídio

Sabe-se que a melhor forma de prevenção do suicídio é falar sobre ele. A ideia de que o simples mencionar da palavra pode aumentar a possibilidade de se cometer o suicídio é uma falácia. Pelo contrário, é necessário conversar sobre o pensamento de acabar com a própria vida, compreender os motivos, se há planejamento para o ato, mostrar-se disponível e evitar censurar aquele que sofre.

Nosso país tem uma das maiores taxas médias de suicídio do mundo. E o que é pior: com grande prevalência entre jovens entre 15 e 24 anos. As tentativas de suicídio chegam a 20 vezes o número de suicídios “bem sucedidos”. Portanto, é comum que alguém que cometeu suicídio tenha alguma tentativa anterior, o que torna as tentativas de suicídio anteriores um importantíssimo fator de risco.

O comportamento suicida vai de um continuum de pensamento sobre acabar com a própria vida (ideação suicida), passando pelo desenvolvimento de um plano e comportamento suicida não fatal (tentativa de suicídio), ao fim real da própria vida (o suicídio em si). O ato de matar a si mesmo é entendido como uma forma definitiva de se solucionar um problema possivelmente temporário. Entre suas causas, as mais comuns são os transtornos psiquiátricos, como a depressão, o transtorno bipolar, a esquizofrenia e a dependência química. A intervenção adequada destas moléstias é uma eficaz forma de prevenção do suicídio.

Em crises, a melhor forma de intervenção se dá com o amparo social (família, cônjuge e amigos). Quem apresenta ideação suicida não deve ficar sozinho! De vital importância, também, é iniciar um tratamento psicológico e psiquiátrico e, em casos em que o médico avalie serem graves, sugere-se a internação psiquiátrica. Além disso, deve-se restringir o acesso a métodos (facas, armas de fogo, medicamentos) e restringir acesso a álcool e outras drogas, uma vez que estes têm importante papel como fatores de risco, já que, devido ao seu potencial de desinibição e diminuição do juízo crítico, aumentam a possibilidade de o indivíduo cometer suicídio impulsivamente. Conseguir conter o momento de crise e o impulso de se matar é eficaz para prevenir o suicídio.

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