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Transtornos Alimentares

Envolvem uma relação sofrida com a comida, o peso e a imagem do próprio corpo, com repercussões reais na saúde física.

Caso Clínico

Beatriz tem 16 anos e é trazida pelos pais, preocupados com a perda de peso dos últimos meses. Ela diz estar bem e não enxerga risco algum no próprio emagrecimento. Passou a pular o jantar alegando ter comido na escola, evita refeições em família e aumentou muito os treinos, indo à academia mesmo quando está adoecida. A mãe percebeu que ela demora no banheiro logo depois de comer. Boa aluna e exigente consigo mesma, Beatriz verifica o peso várias vezes ao dia e evita roupas que marquem o corpo. Este caso mostra como os transtornos alimentares costumam começar na adolescência e por que exigem acompanhamento clínico junto do psiquiátrico: além do sofrimento psíquico, há repercussões no corpo que precisam ser monitoradas.

Sobre Transtornos Alimentares

Os transtornos alimentares, entre eles a anorexia nervosa, a bulimia nervosa e o transtorno de compulsão alimentar, envolvem uma relação sofrida com a comida, o peso e a imagem do próprio corpo.

Costumam começar na adolescência e afetam o corpo tanto quanto a mente: podem trazer alterações hormonais, cardíacas e gastrointestinais, o que exige acompanhamento clínico junto do psiquiátrico.

O tratamento é multiprofissional e leva tempo, mas a recuperação é possível. Quanto mais cedo ele começa, melhor tende a ser a evolução.

Sintomas

  • Preocupação excessiva com peso e forma do corpo
  • Restrição alimentar ou jejuns prolongados
  • Episódios de compulsão alimentar
  • Comportamentos compensatórios após comer
  • Evitar refeições na companhia de outras pessoas

Tratamento

  • Acompanhamento psiquiátrico e clínico
  • Psicoterapia, incluindo abordagem familiar
  • Apoio nutricional especializado
  • Participação da família no tratamento