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DR. PEDRO HENRIQUE MENESES
PSIQUIATRIA GERAL
PSIQUIATRIA DA INFÂNCIA E DA ADOLESCÊNCIA

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Apresentação

Olá! Bem-Vindo(a)! Meu nome é Pedro Henrique. Sou médico formado pela UFES, Psiquiatra clínico formado no Instituto Philippe Pinel, no Rio de Janeiro, e Psiquiatra da Infância e da Adolescência pelo CARIM-IPUB, da UFRJ. Nasci em Vitória e passei a maior parte da minha vida na ilha.

Fiquei apaixonado pela Psiquiatria no primeiro momento em que pisei no ambulatório, ainda na minha graduação. Percebi que não havia especialidade médica com maior capacidade de aproximação do médico ao seu paciente. Até tentei me aproximar de outras áreas, mas não demorei muito a perceber que seria Psiquiatra, profissão que levaria para o resto da minha vida.

Minha intenção, neste espaço, é de me aproximar ainda mais de meus pacientes e daqueles que estão interessados em informações sobre assuntos de interesse desta especialidade médica. Aqui, também é possível agendar uma consulta e obter maiores informações sobre o meu consultório.

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Conheça melhor o meu trabalho

ATENDIMENTO EM PSIQUIATRIA

FORMAÇÃO

Dr. Pedro Henrique Meneses é médico formado pela UFES, realizou a Residência Médica de Psiquiatria no Instituto Pinel, Rio de Janeiro e é Psiquiatra da Infância e da Adolescência pelo CARIM-IPUB, da UFRJ.

ATENDIMENTO

Consultório bem localizado na Enseada do Suá, em Vitória, adaptado para atendimento de adultos, idosos, crianças e adolescentes.

AGENDAMENTO

Horários flexíveis para agendamento, que pode ser feito online, via WhatsApp, SMS ou telefone.

Até hoje, foram mais de

0
Pacientes atendidos em Urgência, Emergência e Consultório
0
Adultos
0
Idosos
0
Crianças e Adolecentes

"Não há sensação melhor que curtir a visita de sua própria presença em seu pleno estado de harmonia."

-Idelson Mafra-

Por que um Psiquiatra?

Os transtornos psiquiátricos consomem de tal modo o doente que este se esquece que é possível gozar a vida, respirar ar puro, desapegar do passado e não se importar tanto assim com o futuro.

Veja a importância da avaliação do Psiquiatra

Alguns dados estatísticos:

8%

dos idosos recebem diagnóstico e tratamento adequado de transtorno de ansiedade

40%

dos indivíduos desenvolvem a primeira depressão antes dos 20 anos

50%

das crianças ansiosas apresentarão um episódio depressivo

55%

dos pacientes com Transtorno Bipolar apresentam ao menos uma tentativa de suicídio ao longo da vida

72%

dos pacientes com Déficit de Atenção e Hiperatividade que não são tratados permanecem com os sintomas até a idade adulta

 

 

 

 

 

 

Previna-se!

Segundo a Associação Mundial de Psiquiatria, problemas de saúde mental são comuns e até 25% da população mundial desenvolve um ou mais transtornos mentais ao longo da vida.

Isso causa danos substanciais em indivíduos e suas famílias em todo o mundo, tanto em termos de diminuição da qualidade de vida, quanto em redução na expectativa de vida.

E você? Tem cuidado de sua saúde
mental?

O acompanhamento regular com um Psiquiatra é a melhor forma de evitar esse sofrimento.

 

Psiquiatra Geral e Psiquiatra da Infância e da Adolescência na Enseada do Suá, em Vitória, Espírito Santo

Atendimento em Psiquiatria para todas as faixas etárias:  Dr. Pedro Henrique Meneses atende crianças, adolescentes, adultos e idosos.

O consultório possui uma área adaptada para atendimento infantil, inclusive com uma pequena brinquedoteca.

A Psiquiatria é uma especialidade da Medicina.

Caso necessário, são solicitados exames complementares, como Eletroencefalograma, exames de sangue e urina, Ressonância Magnética e Tomografia Computadorizada,

É papel do Psiquiatra a interpretação destes exames para o complemento do diagnóstico.

NÃO são aceitos Planos de Saúde. As consultas são apenas Particulares.*

* Para maiores informações, ligue ou envie WhatsApp para   (27) 99892-1088

Mais de 18 milhões de pessoas sofrem de depressão no Brasil. Este transtorno mental tem efeitos devastadores na esfera pessoal, profissional e social e, por isso, demanda a busca por tratamento.

— Associação Brasileira de Psiquiatria —

SERVIÇOS

Nosso objetivo é um atendimento humanizado e de excelência, embasado nos últimos estudos científicos.

Adultos

  • Depressão
  • Ansiedade
  • Déficit de Atenção
  • Insônia
  • Transtorno Bipolar
  • Esquizofrenia
  • Transtornos alimentares
  • TOC
  • Pânico
  • Psicoses
  • PsicosesLaudo de Sanidade Mental
  • Laudo Pericial
  • Outros

Crianças e Adolescentes

  • Autismo
  • Ansiedade
  • Depressão
  • Esquizofrenia de início precoce
  • Retardo Mental
  • Déficit de Atenção
  • Hiperatividade
  • Impulsividade
  • Tiques
  • Transtorno de Conduta
  • Aprendizado Escolar
  • TOC
  • Outros

Idosos

  • Demência de Alzheimer
  • Outras Demências
  • Depressão
  • Ansiedade
  • Insônia
  • Outros

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Veja o que os nossos pacientes estão dizendo:

Insônia

Pânico

Suicídio

Transtorno Bipolar

Esquizofrenia

Déficit de Atenção e Hiperatividade

Demência

Autismo

Insônia

Pânico

Suícidio

Transtorno Bipolar

Esquizofrenia

Déficit de Atenção e Hiperatividade

Insônia

Pânico

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Transtorno Bipolar

Esquizofrenia

Déficit de Atenção e Hiperatividade

Autismo

Insônia

Transtorno Bipolar

Pânico

Suícidio

Demência

CONTATO

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Rua José Alexandre Buaiz, 190, Enseada do Suá, Vitória, ES Edifício Master Tower, sala 908

Próximo ao Shopping Vitória – Em frente ao Tribunal de Contas do ES

Segundas, Terças, Quartas e Quintas-feiras: 8h – 18h

  • Estacionamento rotativo
  • Wi-Fi
  • Segurança
  • Ótima localização
  • Brinquedoteca
  • Ar condicionado
  • Acesso a portadores de necessidades especiais
  • Agendamento online

Nosso Blog

Não Sou Louca – Recomendação do Filme

O filme Não Sou Louca (Call Me Crazy) apresenta cinco curtas sobre transtornos mentais que, de certa forma, se entrecruzam e abordam as doenças e suas repercussões, aos pacientes em si, e aos seus familiares. Fala, de um jeito bem comovente, sobre a Esquizofrenia, a Depressão, o Transtorno Bipolar e o Transtorno de Estresse Pós-Traumático.

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Psiquiatra

83 opiniões

Dailany V. Bôas  /  27.10.2020

Ótimo profissional, super focado!! Consulta muito boa, me ajudou bastante, passei me sentir bem…

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* Para maiores informações, ligue ou envie WhatsApp para   (27) 99892-1088

Medo

João Miguel é um empresário de 60 anos que busca tratamento para seu medo irracional de avião. Tem este medo desde que enfrentou um voo tumultuado, com bastante turbulência e tempestades, quando ainda jovem. Durante toda a vida, evitou viajar de aviões, viajando grandes distâncias de carro, de modo a não ter que enfrentar as alturas e o ambiente confinado do avião. Sabe que seu medo é irracional, uma vez que o avião é um meio de transporte seguro, mas não consegue evitá-lo.

fobia é um medo irracional associado a determinado objeto ou situação. Ao contrário de algumas pessoas, que podem temer coisas comuns, como aranhas ou altura, na fobia específica, entretanto, o medo é extremo, bastante acentuado. Tais pessoas evitam as situações e, quando não podem evitá-la, a enfrentam com bastante sofrimento.

Quase qualquer objeto ou situação pode ser causa de uma fobia, de água a injeções, sangue a altura. A existência de fobia específica causa impacto em todo o entorno do indivíduo, de tal modo que o tratamento deve envolver os familiares.

Em Psiquiatria, o tratamento envolve a prescrição de medicamentos ansiolíticos para quando a fobia interferir na capacidade de realizar as atividades diárias. Tão importante quanto o tratamento psiquiátrico, é a abordagem comportamental, que enfatiza o condicionamento, a dessensibilização sistemática, em passos graduais, de modo que o paciente possa substituir respostas mal-adaptativas (medo, esquiva) por respostas adaptativas, como o relaxamento.

TOC

Para ser caracterizado Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) é necessário que haja obsessões ou compulsões graves o suficiente para causar um sofrimento ao paciente. Obsessões são pensamentos, sentimentos, ideias recorrentes e intrusivas (ou seja, invasivas, difíceis de controlar). Já a compulsão é um comportamento consciente, como contar, verificar, evitar, feito de forma a diminuir a angústia causada pela obsessão.

O TOC é muito mais comum em crianças e adolescentes do que se imaginava. Além disso, os sintomas costumam ser silenciosos, fato que atrasa o início do tratamento. Na população em geral, o TOC é o quarto diagnóstico psiquiátrico mais comum.

Para o tratamento, é necessário o uso de medicamentos, orientação familiar e acompanhamento psicopedagógico e psicoterápico visando melhorar a autoestima do paciente

Aos interessados neste Transtorno, recomendo a leitura do livro mostrado acima: O Homem Que Não Conseguia Parar, de David Adam. O autor foi vítima do TOC por vinte anos e, como muitos que sofrem deste transtorno, demorou bastante a aceitar a doença e a buscar o tratamento. É de fácil leitura, sem linguajar técnico ou jargões médicos.

 

 

Depressão


Uma senhora de 45 anos de idade, casada, mãe de duas filhas, buscou o psiquiatra após pensamentos suicidas, que se iniciaram depois da perda de um emprego. Declarou que se sentia tão deprimida que havia passado muitos dias, nas últimas semanas, na cama e, com frequência, pegava-se pensando em formas de acabar com sua própria vida. Costumava chorar sozinha, porque achava muito doloroso demonstrar sua tristeza na frente dos seus familiares. Perdeu o apetite e não mais conseguia dormir à noite (mesmo sentindo-se sempre muito cansada), de tão preocupada com as pessoas que dela dependiam. Informa outros episódios de “depressão” que melhoraram sem a necessidade de tratamento. No entanto, à medida em que retornavam, eram mais fortes e mais difíceis de controlar.

De acordo com a Associação Brasileira de Psiquiatria, mais de 18 milhões de pessoas sofrem de depressão no Brasil. Esta doença mental tem efeitos devastadores na esfera pessoal, profissional e social e, por isso, é necessária a busca por tratamento. É uma das principais causas de afastamento de trabalho e de dias de trabalho perdidos. A idade média de início é aos 32 anos, porém é comum indivíduos apresentarem o primeiro episódio antes dos 20 anos de idade.

Felizmente, a Psiquiatria mostra-se bastante evoluída no que tange ao tratamento da depressão. Existe uma gama de medicamentos muito eficazes e com poucos efeitos colaterais, responsáveis por ajudar o paciente a retomar sua vida com qualidade considerável. Associado ao tratamento medicamentoso, é comum o psiquiatra sugerir outros tratamentos complementares, como a Psicoterapia, além da mudança em alguns hábitos estressantes da vida.

Ansiedade

Juliana é uma estudante de pré-vestibular de 19 anos que relata ficar aterrorizada ante a possibilidade de falar em classe. Sua ansiedade é tão grande que prefere se sentar no fundo da sala, reclinando-se em sua cadeira de forma a tornar-se o mais invisível possível. Quando os professores, bastante carismáticos, chamam aleatoriamente os alunos para responder a certas perguntas, Juliana começa a suar e a tremer. Em alguns momentos, não suporta tal estresse e sai correndo da sala de aula. Em outros, prefere faltar às aulas, com medo de ser testada na frente dos professores e colegas. Este caso enuncia o transtorno de ansiedade social, um medo acentuado de situações sociais em que o indivíduo pode ser examinado por outros. Mesmo um simples ato, como beber ou comer, pode provocar sintomas de medo ou ansiedade.

Paulo é um pai de três filhos, casado, empresário, de 39 anos, que busca ajuda profissional após não conseguir mais controlar seus sentimentos de ansiedade. Apesar de ter uma vida financeira relativamente estável, fica preocupado a maior parte do tempo com a possibilidade de enfrentar problemas financeiros após a atual situação política do país, que seus filhos fiquem doentes e de que sua esposa o abandone. Mesmo achando tais ideias excessivas, não consegue se livrar destes pensamentos. Tem dificuldade de dormir à noite porque estes pensamentos o seguem mesmo no decorrer da madrugada. Durante o dia é inquieto e tenso e chega a tremer e a suar por conta da sua tensão. Uma vez que apresenta sintomas de falta de ar, palpitação, dores por todo o corpo, fez diversos exames de imagem e de laboratório, todos negativos para um diagnóstico físico. Este caso, bastante típico, mostra um exemplo de transtorno de ansiedade generalizada. Tem essa denominação porque não há um foco específico, ou seja, as pessoas sentem-se ansiosas a maior parte do tempo, mesmo sem saber dizer o porquê. Ao visualizarem uma situação no futuro, na maioria das vezes, observam um desfecho catastrófico, de pessimismo.

O aspecto determinante dos transtornos de ansiedade é a sensação de medo sobre o que poderia acontecer no futuro, de modo que pode causar dificuldades, para estas pessoas, funcionarem no dia a dia. Experimenta-se, também, a evitação, ou seja, fazem o possível para evitar situações que provoquem essa resposta emocional, tão indesejável. Como resultado, passam a viver em intensa vigilância e têm dificuldade em realizar seus trabalhos, desfrutarem de seus momentos de lazer ou participar de atividades sociais com familiares ou amigos.

Envolvem todas as faixas etárias, sendo que, em algumas, há transtornos mais específicos, como o mutismo seletivo (recusa a falar em situações específicas, com mais frequência em sala de aula, por crianças que não apresentam transtornos na fala) e o transtorno de ansiedade de separação (ansiedade intensa e inadequada com relação a afastar-se de casa ou dos cuidadores além do que é apropriado para a idade), presentes em crianças. Nos idosos, sabe-se que uma parcela muito pequena, apenas 8% da população idosa, recebe diagnóstico e tratamento adequado para transtornos de ansiedade.

O tratamento envolve o uso de medicamentos e alguns tipos de Psicoterapia. A consulta, por si só, tem um efeito terapêutico.

 

 

Insônia


A necessidade de sono varia de pessoa para pessoa e também por faixa etária. Algumas pessoas sentem-se descansadas com apenas cinco horas de sono por noite; outras necessitam de 8 a 12 horas de sono. Uma das maiores causas de procura ao consultório do Psiquiatra é a insônia. Para caracterizar insônia não importa apenas a redução da quantidade (horas dormidas), mas também da qualidade (a sensação de um sono reparador).

No Brasil, quase metade da população apresenta queixas de insônia. Normalmente, a insônia está associada a um quadro psiquiátrico, como depressão, ansiedade, transtorno bipolar e esquizofrenia. Ou seja, apesar de ser um motivo de marcação de consulta, é consequência de algo que não está legal. Nestas situações, torna-se necessário o tratamento da causa base (uma depressão, por exemplo) e também o tratamento da insônia, uma vez que esta pode piorar o prognóstico (o desfecho) de um transtorno psiquiátrico. Outras causas de insônia são: dor, refluxo, obesidade e problemas respiratórios (como a apneia do sono).

Existem diversas orientações que os profissionais de saúde podem fornecer aos indivíduos com insônia. Para uma “higiene do sono” adequada, sugere-se evitar: televisão no quarto; uso de bebida alcóolica, café e refrigerantes à noite; alimentação copiosa no período da noite; smartphone na cabeceira. Outros fatores podem facilitar o sono: atividades relaxantes no período noturno, como banho e chá quente; quarto escuro, com temperatura adequada e silencioso; atividade física regular.

Alguns medicamentos podem ser prescritos para casos em que, mesmo com uma higiene do sono relativamente adequada, perpetuam-se as queixas de insônia. São os indutores do sono e os ansiolíticos: medicamentos que devem ter um uso criterioso e assistido pelo Psiquiatra, já que possuem potencial de dependência quando mal utilizados.

Pânico


Ir ao Pronto Socorro com sensação de estar tendo um “infarto agudo do coração” é comum em pessoas que experimentam o transtorno de pânico. Vivenciam períodos de intenso desconforto físico e mental, conhecidos como ataques de pânico, durante o qual experimentam falta de ar, sensação de sufocamento, tontura, formigamento, suor frio, dores, tremores, coração disparado e sensação de estar perdendo o controle de si. Tais pessoas ficam apavoradas diante da possibilidade de ter um novo ataque de pânico e passam a evitar situações que possam funcionar como gatilho. Em decorrência disso, não é incomum que passem a não mais conseguir sair de casa.

Na agorafobia, os pacientes sentem intenso medo desencadeado pela possibilidade de se envolver em situações como usar transporte público, estar em locais fechados (como um cinema) ou sair de casa sozinho. Passam a temer não a situação em si, mas a impossibilidade de conseguir ajuda ou não poder escapar se tiverem sintomas de pânico.

Cerca de 20% da população experimentou ou experimentará um ataque de pânico. No entanto, para configurar transtorno de pânico (com ou sem agorafobia) é necessário que os sintomas sejam recorrentes.

Podem ser usados medicamentos ansiolíticos, antidepressivos e terapias, como o treinamento do relaxamento, em que o indivíduo passa a ter controle sobre as reações corporais envolvidas durante o ataque do pânico.

Paulo é um pai de três filhos, casado, empresário, de 39 anos, que busca ajuda profissional após não conseguir mais controlar seus sentimentos de ansiedade. Apesar de ter uma vida financeira relativamente estável, fica preocupado a maior parte do tempo com a possibilidade de enfrentar problemas financeiros após a atual situação política do país, que seus filhos fiquem doentes e de que sua esposa o abandone. Mesmo achando tais ideias excessivas, não consegue se livrar destes pensamentos. Tem dificuldade de dormir à noite porque estes pensamentos o seguem mesmo no decorrer da madrugada. Durante o dia é inquieto e tenso e chega a tremer e a suar por conta da sua tensão. Uma vez que apresenta sintomas de falta de ar, palpitação, dores por todo o corpo, fez diversos exames de imagem e de laboratório, todos negativos para um diagnóstico físico. Este caso, bastante típico, mostra um exemplo de transtorno de ansiedade generalizada. Tem essa denominação porque não há um foco específico, ou seja, as pessoas sentem-se ansiosas a maior parte do tempo, mesmo sem saber dizer o porquê. Ao visualizarem uma situação no futuro, na maioria das vezes, observam um desfecho catastrófico, de pessimismo.

O aspecto determinante dos transtornos de ansiedade é a sensação de medo sobre o que poderia acontecer no futuro, de modo que pode causar dificuldades, para estas pessoas, funcionarem no dia a dia. Experimenta-se, também, a evitação, ou seja, fazem o possível para evitar situações que provoquem essa resposta emocional, tão indesejável. Como resultado, passam a viver em intensa vigilância e têm dificuldade em realizar seus trabalhos, desfrutarem de seus momentos de lazer ou participar de atividades sociais com familiares ou amigos.

Envolvem todas as faixas etárias, sendo que, em algumas, há transtornos mais específicos, como o mutismo seletivo (recusa a falar em situações específicas, com mais frequência em sala de aula, por crianças que não apresentam transtornos na fala) e o transtorno de ansiedade de separação (ansiedade intensa e inadequada com relação a afastar-se de casa ou dos cuidadores além do que é apropriado para a idade), presentes em crianças. Nos idosos, sabe-se que uma parcela muito pequena, apenas 8% da população idosa, recebe diagnóstico e tratamento adequado para transtornos de ansiedade.

O tratamento envolve o uso de medicamentos e alguns tipos de Psicoterapia. A consulta, por si só, tem um efeito terapêutico.

Suicídio


Sabe-se que a melhor forma de prevenção do suicídio é falar sobre ele. A ideia de que o simples mencionar da palavra pode aumentar a possibilidade de se cometer o suicídio é uma falácia. Pelo contrário, é necessário conversar sobre o pensamento de acabar com a própria vida, compreender os motivos, se há planejamento para o ato, mostrar-se disponível e evitar censurar aquele que sofre.

Nosso país tem uma das maiores taxas médias de suicídio do mundo. E o que é pior: com grande prevalência entre jovens entre 15 e 24 anos. As tentativas de suicídio chegam a 20 vezes o número de suicídios “bem sucedidos”. Portanto, é comum que alguém que cometeu suicídio tenha alguma tentativa anterior, o que torna as tentativas de suicídio anteriores um importantíssimo fator de risco.

O comportamento suicida vai de um continuum de pensamento sobre acabar com a própria vida (ideação suicida), passando pelo desenvolvimento de um plano e comportamento suicida não fatal (tentativa de suicídio), ao fim real da própria vida (o suicídio em si). O ato de matar a si mesmo é entendido como uma forma definitiva de se solucionar um problema possivelmente temporário. Entre suas causas, as mais comuns são os transtornos psiquiátricos, como a depressão, o transtorno bipolar, a esquizofrenia e a dependência química. A intervenção adequada destas moléstias é uma eficaz forma de prevenção do suicídio.

Em crises, a melhor forma de intervenção se dá com o amparo social (família, cônjuge e amigos). Quem apresenta ideação suicida não deve ficar sozinho! De vital importância, também, é iniciar um tratamento psicológico e psiquiátrico e, em casos em que o médico avalie serem graves, sugere-se a internação psiquiátrica. Além disso, deve-se restringir o acesso a métodos (facas, armas de fogo, medicamentos) e restringir acesso a álcool e outras drogas, uma vez que estes têm importante papel como fatores de risco, já que, devido ao seu potencial de desinibição e diminuição do juízo crítico, aumentam a possibilidade de o indivíduo cometer suicídio impulsivamente. Conseguir conter o momento de crise e o impulso de se matar é eficaz para prevenir o suicídio.

Transtorno Bipolar


O transtorno bipolar é um transtorno do humor que envolve episódios maníacos em alternância com episódios depressivos maiores. Sabe-se que ao menos 55% dos pacientes que sofrem de transtorno bipolar tentam suicídio ao longo da vida. Além disso, é um transtorno psiquiátrico com grande prevalência na sociedade (tendo em vista sua gravidade): 1 a cada 100 brasileiros possuem transtorno bipolar. Inicia-se, na maioria dos casos, no final da adolescência e início da vida adulta e traz prejuízos e custos significativos para seu portador, sua família e para a sociedade.

Apesar de grave e recorrente, a causa do transtorno bipolar é desconhecida. Múltiplos fatores o originam, como características genéticas e do ambiente que influenciam o indivíduo com suscetibilidade.

O episódio maníaco é caracterizado por alterações no humor (eufórico, expansivo, irritado, variável e até mesmo deprimido). Outros sintomas comuns são: diminuição da concentração, pressão para falar (é muito difícil interromper a fala de alguém em mania) e também podem apresentar sintomas psicóticos (alucinações e delírios, como achar que tem poder ou é uma grande divindade). A necessidade de sono é diminuída, podendo passar diversas noites em claro sem sonolência no dia seguinte.

O episódio depressivo maior é caracterizado por humor irritável, tristeza, melancolia e baixa tolerância às frustrações. O paciente apresenta pensamento de menos-valia, com pessimismo e desesperança, além de perda de prazer e interesse em atividades e pessoas. Pode apresentar insônia ou hipersônia (sono excessivo) e diminuição ou aumento do apetite.

O tratamento tradicional para o transtorno bipolar é feito com os medicamentos estabilizadores do humor. Dentre estes, o principal e com melhores resultados tanto na fase aguda dos episódios, quanto na fase de remissão (prevenindo a reincidência), é o lítio. É comum, também, associar medicamentos antidepressivos (para as fases depressivas), medicamentos para estimular o sono e outros para diminuir os delírios e alucinações.

Também são mandatórias para o sucesso do tratamento as psicoterapias, que podem ser com abordagens psicodinâmicas ou abordagens comportamentais e cognitivo-comportamentais, as quais, atualmente, apresentam resultados mais favoráveis em grandes estudos.

Esquizofrenia


A Esquizofrenia inclui um conjunto de transtornos nos quais o paciente vivencia uma percepção alterada da realidade, com prejuízos no pensamento, no comportamento, no afeto e na motivação. É uma doença séria, com grande impacto na vida daquele que dela sofre e seus familiares, uma vez que interfere na produtividade e realização do paciente.

Um delírio é uma crença falsa profundamente arraigada e não compatível com a inteligência, herança cultural e aceitação social. São diversos os tipos de delírio: grandeza (concepção exagerada sobre o poder e a importância de si, como achar que é Cristo ou o Presidente da República); perseguição (crença de que alguém ou alguma coisa persegue o indivíduo ou aqueles que o cercam); infidelidade (crença falsa, associada com ciúme patológico, envolvendo a concepção de que o companheiro está sendo infiel), irradiação do pensamento, inserção do pensamento, somático, dentre outros.

Uma alucinação é uma percepção falsa que não corresponde aos estímulos presentes no ambiente, sendo comum, na esquizofrenia, a presença de alucinações áudio-verbais. É comum, também, existirem sintomas negativos, que são caracterizados como um funcionamento abaixo do normal: limitação de expressão das emoções, falta de iniciativa, falta de interesse nos relacionamentos sociais, com retraimento social.

Faz parte do diagnóstico da esquizofrenia a presença de delírios, alucinações, fala desorganizada, sintomas negativos, com diminuição do autocuidado e do funcionamento. Estes sintomas devem ser contínuos (não podem ser breves, devendo persistir por pelo menos seis meses). Em casos agudos, a noção de doença não existe (o paciente realmente tem plena certeza que as vozes que está ouvindo e os seus delírios são reais).

Hoje em dia, é possível levar uma vida sem internações ou novas crises, pois existem artifícios na Psiquiatria que permitem o tratamento, normalmente, por tempo indeterminado. São utilizados medicamentos antipsicóticos, responsáveis por diminuir ou acabar com as alucinações e os delírios. Em conjunto com os antipsicóticos, é importante que seja feito, também, psicoterapia e trabalhos com terapia ocupacional. O não tratamento da esquizofrenia permite que se torne uma doença crônica, com repercussões bastante desfavoráveis no funcionamento do paciente.

Déficit de Atenção e Hiperatividade

Por mais incrível que pareça, o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) pode estar presente em uma significativa parcela de pessoas que sofrem de outros transtornos psiquiátricos, fato que contribui para piorar ainda mais o sofrimento destes pacientes. Segundo estudiosos, a prevalência de TDAH na população que sofre de outras doenças psiquiátricas (como depressão, ansiedade, transtorno bipolar) chega a 30%.

Pensa-se que, atualmente, o Déficit de Atenção é uma doença “super-diagnosticada”, com medicamentos sendo prescritos em excesso e de forma errada para nossas crianças. É claro que há, sim, o uso inadequado dos medicamentos estimulantes usados nos tratamento do TDAH (como o Metilfenidato, conhecido como Ritalina®). No entanto, percebe-se que, tanto na parcela adulta, quanto em infância e adolescência, há carência de bons diagnósticos. Ou seja, não é incomum idosos que passaram uma vida inteira sofrendo com todos os sintomas e todas as consequências nefastas do TDAH.

A clínica do Déficit de Atenção e Hiperatividade pode se apresentar de diferentes maneiras. O que se torna comum a todos os diagnósticos é a necessidade de os sintomas aparecerem em, pelo menos, dois sítios diferentes (casa, escola, etc.). Em meninas, é mais comum a apresentação desatenta (com dificuldade de focar a atenção, fato que acarreta prejuízos no aprendizado). Em meninos, é mais comum os sintomas exteriorizantes, ou seja, apresentam mais sinais de hiperatividade e impulsividade, o que acarreta prejuízos em todo o entorno social.

Muitos grupos influentes na Sociedade são contrários ao uso de medicamentos para o TDAH. No entanto, ao contrário do que diz a opinião e ideologia destes, há comprovação científica de que o tratamento por remédios é eficaz e de extrema importância. É claro que, em conjunto com o uso do medicamento, é de igual importância um tratamento multidisciplinar que leve em consideração os estresses a que são submetidas estas pessoas. Neste conjunto, estão presentes, além do tratamento psiquiátrico, o tratamento psicológico e orientação à família do paciente.

 

Demência

Uma senhora de 70 anos de idade que permaneceu saudável por toda a vida, nunca vivenciou qualquer problema médico, emocional ou cognitivo (relativo a conhecimento, raciocínio) é levada ao médico pelo esposo, que começou a ficar cada vez mais preocupado pelas falhas de memória e pelo comportamento “estranho” da esposa. Passou a não se lembrar, alguns meses antes, de nomes de objetos básicos, como colher, escova e prato. A situação tornou-se tão problemática que se esquecia de alimentar o cachorro da família, que o tinha há uma década, e a passear com ele. À medida que passavam as semanas, os sintomas pareciam piorar: passou a esquecer a comida ligada no forno, deixava o chuveiro à gás ligado mesmo após finalizar o banho, colocava coisas estranhas na geladeira (como a chave de casa e o telefone sem fio). Na medida em que o esquecimento desta senhora evoluía, passava a falar de pessoas que há anos já haviam morrido, como se ainda estivessem vivas. Paradoxalmente, esquecia de nomes de pessoas que cá estavam e, ainda, não as reconhecia quando se apresentavam para ela, mesmo sendo um parente próximo, como um neto amado.

Existem incontáveis causas de demência, desde algumas reversíveis (como aquelas causadas por deficiência de vitaminas), como aquelas irreversíveis e progressivas, como a doença de Alzheimer. Algumas, apresentam sintomas mais abruptos, como a demência vascular, causada por doenças de base como hipertensão e diabetes. Outras doenças, como a depressão, podem imitar a demência, causando a pseudodemência, com sintomas bem parecidos aos sintomas apresentados nos estágios iniciais da doença de Alzheimer.

Ainda que exista uma importante causa genética, alguns pesquisadores tem considerado alguns fatores de risco, como o tabagismo, o sobrepeso, o sedentarismo, dentre outros. O diagnóstico de demência é essencialmente clínico, havendo a possibilidade de complementação com exames laboratoriais (para detectar outras causas, como a deficiência de vitaminas e hormônios) e exames de imagem (como a ressonância magnética). Para a demência de Alzheimer, infelizmente, ainda não há cura, porém podem ser prescritos medicamentos para atenuar sintomas ou retardar a progressão da doença.

 

 

Autismo

No Transtorno do Espectro Autista, o principal comprometimento está nas áreas de habilidade social, linguagem e comportamentos repetitivos (ou estereotipados). As crianças são, em sua grande maioria, incapazes de reconhecer o pensamento dos outros, de modo que não conseguem prever o que estariam pensando. Em crianças mais novas, é comprometido o “brincar de faz de conta”, ou seja, a criança não tem a capacidade de abstração (não consegue, por exemplo, brincar de carrinho ou de boneca: não consegue fantasiar, com estes objetos, que esteja guiando um carro ou cuidando de uma criança).

Inicialmente visto como um transtorno decorrente do distanciamento emocional dos pais, hoje, sabe-se que o autismo tem base orgânica, genética, com múltiplos fatores que podem causá-lo. Trata-se de um transtorno “espectral”, ou seja, heterogêneo, que inclui diferentes sintomas e variedades de manifestações clínicas, com seus níveis de comprometimento intelectual também variados. Os indivíduos com transtorno de Asperger, por exemplo, diferem daqueles com autismo típico por não apresentarem atrasos significativos da linguagem, não terem retardo mental e apresentarem habilidades específicas (como cálculos, conhecimento em astronomia, etc.).

O diagnóstico do autismo é clínico, dependente da avaliação do Psiquiatra da Infância e da Adolescência. Exames laboratoriais ou de imagem não têm poder diagnóstico, uma vez que não se tem conhecimento, ainda, de o que causa o autismo.

Não há cura conhecida, todavia avanços são encontrados quando há um investimento o mais precoce possível na criança. O uso de medicamentos não é obrigatório, porém pode ser necessário com o objetivo de capacitar a criança a participar dos ambientes familiar e escolar. A abordagem terapêutica prevê técnicas para mudanças de comportamento, programas educacionais, terapia ocupacional e de linguagem (fonoaudiológica).