Síndrome do Pânico
A Síndrome do Pânico é um transtorno de ansiedade marcado por crises súbitas de medo intenso com sintomas físicos fortes, como coração acelerado, falta de ar, formigamento e sensação de morte iminente, que atingem o pico em poucos minutos e depois passam.
20%
Experimentarão ataque de pânico
Caso Clínico
Um homem de 28 anos, analista, busca o psiquiatra depois de ter ido três vezes ao pronto-socorro em dois meses achando que estava enfartando. Nas três, os exames de coração vieram normais. Descreve crises que começam de repente, sem aviso: o coração dispara, falta ar, as mãos formigam e vem a certeza de que vai morrer ali. Duram alguns minutos e passam, deixando-o exausto. Desde a primeira crise, evita o metrô e shoppings, e passou a sair de casa somente acompanhado, com medo de que aconteça de novo. Este caso enuncia a Síndrome do Pânico, em que o mais incapacitante não costuma ser a crise em si, mas o medo constante de que ela volte.
Sobre Síndrome do Pânico
Ir ao Pronto Socorro com sensação de estar tendo um infarto agudo do coração é comum em pessoas que experimentam o transtorno de pânico.
Vivenciam períodos de intenso desconforto físico e mental, conhecidos como ataques de pânico, durante o qual experimentam falta de ar, sensação de sufocamento, tontura, formigamento.
Cerca de 20% da população experimentou ou experimentará um ataque de pânico.
Sintomas
- Falta de ar
- Sensação de sufocamento
- Palpitações
- Sudorese
- Tremores
- Medo de perder o controle
- Sensação de morte iminente
Tratamento
- Medicamentos ansiolíticos
- Antidepressivos
- Treinamento de relaxamento
- Psicoterapia
Perguntas frequentes sobre Síndrome do Pânico
Ataque de pânico pode matar? É infarto?
O ataque de pânico não mata, embora os sintomas se pareçam muito com um infarto. Idas repetidas ao pronto-socorro com exames do coração normais são um sinal típico da Síndrome do Pânico. Ainda assim, a primeira crise deve sempre ser avaliada por um médico.
Como é o tratamento da Síndrome do Pânico?
O tratamento combina antidepressivos, psicoterapia e treinamento de relaxamento, e é muito eficaz. Com acompanhamento do psiquiatra, as crises diminuem de frequência e intensidade até desaparecerem na maioria dos casos.
Por que passei a evitar lugares depois das crises?
O medo de ter uma nova crise, chamado de ansiedade antecipatória, leva a evitar metrô, shopping e outros lugares de onde seria difícil sair. Essa evitação alimenta o transtorno e pode evoluir para agorafobia. O tratamento reverte esse ciclo.
Conteúdo revisado por Dr. Pedro Henrique Meneses, psiquiatra (CRM-ES 10831), em 18/08/2026.