Demência

Uma senhora de 70 anos de idade que permaneceu saudável por toda a vida, nunca vivenciou qualquer problema médico, emocional ou cognitivo (relativo a conhecimento, raciocínio) é levada ao médico pelo esposo, que começou a ficar cada vez mais preocupado pelas falhas de memória e pelo comportamento “estranho” da esposa. Passou a não se lembrar, alguns meses antes, de nomes de objetos básicos, como colher, escova e prato. A situação tornou-se tão problemática que se esquecia de alimentar o cachorro da família, que o tinha há uma década, e a passear com ele. À medida que passavam as semanas, os sintomas pareciam piorar: passou a esquecer a comida ligada no forno, deixava o chuveiro à gás ligado mesmo após finalizar o banho, colocava coisas estranhas na geladeira (como a chave de casa e o telefone sem fio). Na medida em que o esquecimento desta senhora evoluía, passava a falar de pessoas que há anos já haviam morrido, como se ainda estivessem vivas. Paradoxalmente, esquecia de nomes de pessoas que cá estavam e, ainda, não as reconhecia quando se apresentavam para ela, mesmo sendo um parente próximo, como um neto amado.

Existem incontáveis causas de demência, desde algumas reversíveis (como aquelas causadas por deficiência de vitaminas), como aquelas irreversíveis e progressivas, como a doença de Alzheimer. Algumas, apresentam sintomas mais abruptos, como a demência vascular, causada por doenças de base como hipertensão e diabetes. Outras doenças, como a depressão, podem imitar a demência, causando a pseudodemência, com sintomas bem parecidos aos sintomas apresentados nos estágios iniciais da doença de Alzheimer.

Ainda que exista uma importante causa genética, alguns pesquisadores tem considerado alguns fatores de risco, como o tabagismo, o sobrepeso, o sedentarismo, dentre outros. O diagnóstico de demência é essencialmente clínico, havendo a possibilidade de complementação com exames laboratoriais (para detectar outras causas, como a deficiência de vitaminas e hormônios) e exames de imagem (como a ressonância magnética). Para a demência de Alzheimer, infelizmente, ainda não há cura, porém podem ser prescritos medicamentos para atenuar sintomas ou retardar a progressão da doença.

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