Depressão

Uma senhora de 45 anos de idade, casada, mãe de duas filhas, buscou o psiquiatra após pensamentos suicidas, que se iniciaram depois da perda de um emprego. Declarou que se sentia tão deprimida que havia passado muitos dias, nas últimas semanas, na cama e, com frequência, pegava-se pensando em formas de acabar com sua própria vida. Costumava chorar sozinha, porque achava muito doloroso demonstrar sua tristeza na frente dos seus familiares. Perdeu o apetite e não mais conseguia dormir à noite (mesmo sentindo-se sempre muito cansada), de tão preocupada com as pessoas que dela dependiam. Informa outros episódios de “depressão” que melhoraram sem a necessidade de tratamento. No entanto, à medida em que retornavam, eram mais fortes e mais difíceis de controlar.

De acordo com a Associação Brasileira de Psiquiatria, mais de 18 milhões de pessoas sofrem de depressão no Brasil. Esta doença mental tem efeitos devastadores na esfera pessoal, profissional e social e, por isso, é necessária a busca por tratamento. É uma das principais causas de afastamento de trabalho e de dias de trabalho perdidos. A idade média de início é aos 32 anos, porém é comum indivíduos apresentarem o primeiro episódio antes dos 20 anos de idade.

Felizmente, a Psiquiatria mostra-se bastante evoluída no que tange ao tratamento da depressão. Existe uma gama de medicamentos muito eficazes e com poucos efeitos colaterais, responsáveis por ajudar o paciente a retomar sua vida com qualidade considerável. Associado ao tratamento medicamentoso, é comum o psiquiatra sugerir outros tratamentos complementares, como a Psicoterapia, além da mudança em alguns hábitos estressantes da vida.

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